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26/07/2017 17:30

Fala Menina chama a atenção para combate ao racismo e sexismo

Em um bate-papo descontraído, mas com uma temática importante, o Fala Menina realizou sua segunda edição na manhã desta quarta-feira (26/07), na Escola Estadual Severino Vieira, em Salvador. Com o tem Jovens Negras: Inspirar para libertar, o evento contou com a participação da cantora Larissa Luz, da advogada Eliane Dias e da estudante Emilly Santos, a MC Nutella.

Projeto da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM-BA) que, nesta edição, foi realizado em parceria com a Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), o Fala Menina trouxe para o debate o empoderamento feminino, o combate ao racismo e formas de violência contra as mulheres. O evento contou, ainda, com apoio da Secretaria Estadual da Educação (SEC).

Advogada, negra feminista e empresária do Racionais MC, uma das bandas de rap mais famosas do país, a paulistana Eliane Dias falou um pouco sobre sua trajetória de vida e as dificuldades que enfrenta cotidianamente. “Convivo em ambientes machistas e preciso mostrar minha força todos os dias. Por mais de 20 anos, fui apenas a esposa do Mano Brown. Só passei a ser alguém, quando voltei a estudar, me formei e fui trabalhar na minha área. Quando você é a esposa de alguém, você não é ninguém. As mulheres precisam buscar sua independência”, declarou.

Para Eliane, ser feminista é lutar todos os dias para ser vista como uma pessoa e não um corpo. “Trabalho na Assembleia Legislativa de São Paulo. Lá, existem apenas duas deputadas negras e uma coordenadora, eu. A gente precisa lutar todos os dias para ocupar o nosso espaço”.

Transformação através da educação

Larissa Luz declarou que a educação foi e é fundamental para sua vida. “Sou filha de professora e tinha bolsa na escola em que ela trabalhava. Eu era a única cotista negra. A gente aprender a lidar com o preconceito e as diferenças desde cedo.”

Na música, ela também sofreu preconceito por ser negra e sofreu ‘pressão’ para mudar seu estilo. “Os empresários queriam que eu mudasse meu cabelo, fizesse operação no meu nariz. Eu estava em uma banda negra [Araketu] e não podia negra. Esses foram alguns motivos que me fizeram cantar o que canto hoje”.

A estudante do Severino Vieira, Emilly Santos, a MC Nutella, declarou que desde as mulheres precisam lutar pelos seus direitos e espaço. “Temos o direito de ser respeitadas e precisamos fazer que isso aconteça.”

Durante a abertura, a titular da SPM, Julieta Palmeira, afirmou ser muito importante mostrar aos jovens que o combate à violência contra as mulheres é dever de todos. “Precisamos trazer essa discussão para as escolas. Governo e sociedade devem se unir no combate a questões tão relevantes como essas”.

Já a secretária Fábya Reis agradeceu aos estudantes do Severino Vieira pela participação no Fala Menina, pois a juventude é um público decisivo para acabar com a violência contra as mulheres.

O evento contou com a participação de estudantes, integrantes da SPM e Sepromi, além da secretária do Trabalho, Olívia Santana.
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