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04/08/2017 11:00

Ciranda Rural com a Ronda Maria da Penha chega ao município de Ilhéus

Agora, as trabalhadoras rurais, quilombolas, marisqueiras e assentadas do município de Ilhéus, no Sul da Bahia, contarão com os serviços do projeto Ciranda Rural com a Ronda Maria da Penha. A iniciativa, que visa promover ações de enfrentamento à violência contra as mulheres do campo, foi lançada ontem (03), no Teatro Municipal de Ilhéus.

O projeto é promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com as secretarias estaduais de Políticas para as Mulheres (SPM-BA), Segurança Pública (SSP), da Agricultura (Seagri), de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). Em Ilhéus, serão realizadas 54 oficinas com temas como Relações Interpessoais, Relações de Gênero e Conhecimento Prático da Lei Maria da Penha. A primeira Ciranda com a Ronda Maria da Penha será nesta sexta-feira (4), no Assentamento Frei Vantuy.

A titular da SPM-BA, Julieta Palmeira, afirmou que a Ciranda Rural representa um ganho para a comunidade. “Essa ação vai se expandir pelos territórios da Bahia. É o reflexo da vontade do governador Rui Costa de fortalecer o enfrentamento à violência contra as mulheres urbanas e rurais. Essa violência é uma questão de urgência pública, pois as mulheres estão morrendo por causa do machismo, em especial as mulheres negras.”

Nesse sentido, a secretária acredita que a iniciativa vai ajudar a interromper o sistema de desigualdade que faz com que as mulheres morram. “Elas morrem porque estão nos espaços mais vulneráveis de trabalho, porque a saúde delas está afetada com a dupla jornada de trabalho”, acrescenta.

O comandante geral da Polícia Militar (PM), Anselmo Brandão, informou que a Ronda Maria da Penha já atua em Salvador e, nos bairros em que a ação foi instalada, houve uma redução de 80% dos casos de violência doméstica.

Representando a SDR, a superintendente de Políticas Territoriais e Reforma Agrária (Sutrag), Fernanda Silva, destacou que, neste primeiro momento, a Ciranda vai atender 3.500 mulheres dos 27 territórios de identidade da Bahia: “É um projeto integrado de promoção dos direitos das mulheres com ações de sensibilização, diálogo e conscientização com o homem e a mulher do campo em relação à violência”.

“Mulher não gosta de apanhar e em briga de marido e mulher tem que meter a colher”, declarou a Major Denice Santiago, comandante da Projeto Ronda Maria da Penha em Salvador. Para a secretária de Promoção da Igualdade Racial, Fábys Reis, “a Ciranda possibilitará maior aproximação com as mulheres rurais e tradicionais num processo de formação, capacitação e empoderamento dessas mulheres através de informação, discutindo a lei Maria da Penha, os processos de inclusão produtiva, empreendedorismo, vinculando isso a toda subjetividade feminina para superação da violência em todas as suas formas”.

Participaram também da solenidade de lançamento o presidente da Bahia Pesca, Dernival Oliveira, que representou o titular da Seagri, Vitor Bonfim, a diretora da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), Celia Watanabe, a chefe de gabinete da Secretaria de Relações Institucionais do Estado (Serin), Cibele Carvalho, a deputada estadual Ângela Souza, o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, agricultores, assentados e outras autoridades.

Com informações da Secom-BA
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