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23/08/2017 16:00

Maioria das mulheres atendidas pela Ronda Maria da Penha é independente



A maioria das mulheres atendidas pela Ronda Maria da Penha são negras e pardas, religiosas e independentes. Segundo a comandante da Ronda, major Denice Santiago, 36% das mulheres sob medida protetiva, atendidas pela Operação, são negras autodeclaradas e 40% pardas, somando mais de 70% dos atendimentos. Um dado surpreendente é que 70% das mulheres atendidas pela Ronda são economicamente independentes. “Elas são responsáveis pelo sustento delas mesmas ou da família. São mulheres com vidas equilibradas, que não estão dependentes dos homens”, informou a major.

Quase metade das mulheres professa alguma religião. “Muitas mulheres que eu atendo já passaram por dogmas ou repressão em relação à religião. Como é possível admitir que o homem que ela escolheu para ser seu companheiro é seu maior algoz? Aquele que todo mundo olha na rua e fala que seu casamento é maravilhoso?", explicou a major, ressaltando que muitas pensam que é "ruim com o marido e pior sem ele".

Quando se trata de aspectos políticos e socioeconômicos, Denice diz que não há um perfil. "Tenho mulheres na Cidade de Plástico, mas também no Alphaville, Horto Florestal e Loteamento Aquarius. A violência doméstica não é um lugar delimitado e qualquer mulher está suscetível", afirmou. Há agressores pós-doutores e analfabetos funcionais, assim como há mulheres em situação de violência com esses perfis. "Não é porque o homem usa drogas ou está desempregado. Essas coisas são subterfúgios".

Fonte: Bahia Notícias
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