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15/02/2018 11:40

Campanha Respeita as Mina é sucesso no Carnaval da Bahia

Pelo segundo ano, a campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres do Governo do Estado, Respeita as Mina, foi à rua no carnaval. A Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA) preparou uma série de ações que visaram desde a conscientização até o acolhimento de mulheres vítimas de violência durante a festa. A diferença entre o assédio e a paquera saudável foi o mote da campanha Respeita as Mina para o Carnaval 2018. Frases como “Cantada pode, assédio não. Olhar pode, constranger não. Na boa pode, à força não”, foram trabalhadas durante todos os dias da festa para mostrar o que pode e não pode, sempre respeitando a vontade da mulher.

Mais do que diversão, o trio Respeita as Mina, puxado pelas baianas Larissa Luz, Pitty e Karina Buhr, foi uma oportunidade para dialogar com milhares de pessoas sobre algo tão importante e urgente na sociedade: o fim da violência contra as mulheres e o combate ao machismo. Durante a apresentação do trio pipoca na segunda-feira, no Campo Grande, as cantoras chamavam a atenção para o respeito com as mulheres.

Pela primeira vez, a SPM-BA esteve nos circuitos da festa com as unidades móveis de atendimento às mulheres. A iniciativa serviu para acolher mulheres vítimas de violência física e sexual e prestar orientação à população. Em parceria com o Hospital da Mulher, uma unidade ficou localizada na Ondina. A outra, na Praça Municipal, em parceria com a Ronda Maria da Penha.

Neste ano, as ações da campanha Respeita as Mina foram ampliadas com a conscientização em hotéis, pousadas, hostels e albergues, instalados no circuito Barra-Ondina e Pelourinho. A SPM-BA firmou uma parceria com a Associação Baiana da Indústria de Hotéis (ABIH) para conscientizar os hóspedes sobre questões referentes à violência de gênero e o combate ao tráfico de mulheres.

Outra novidade foi a visita aos postos de saúde localizados nos circuitos, que reforçou a importância em envolver todos os setores da sociedade no combate à violência contra a mulher. As ações de sensibilização nos postos integrados das polícias Civil e Militar e nos pontos receptivos como Rodoviária, Terminal de São Joaquim, Porto e Aeroporto de Salvador aconteceram como em outros anos, além da ativação em blocos, camarotes e nos portais de entrada de foliões.

Articulação da rede

Durante a festa, a Rede de Atenção às Mulheres em Situação de Violência (Defensoria Pública, Ministério Público, Ronda Maria da Penha, Tribunal de Justiça, Hospital da Mulher, DEAMs) esteve articulada com o intuito de acompanhar casos de violência contra as mulheres. A SPM-BA firma todos os anos parceria com a Secretaria de Segurança Pública e com a rede para garantir o acolhimento adequado e o atendimento mais rápido e humanitário às mulheres em situação de violência.

Antes do Carnaval, a SPM-BA realizou reunião com integrantes da rede para chamar a atenção para a importância em fortalecer o contato durante a festa. A iniciativa serviu para melhorar ainda mais a comunicação dos agentes envolvidos. De acordo com a Defensoria Pública, cinco medidas protetivas para mulheres em situação de violência foram expedidas no período do Carnaval.

Equipes da SPM reforçaram o atendimento na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), de Brotas, com equipe de psicóloga e assistente social por turno. Haverá visitas também aos postos integrados das policias civil e militar localizados nos circuitos da festa.
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