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Notícias

13/09/2017 13:50

Audiência pública discute violência às mulheres na infância e juventude

O Sindicato dos Comerciários da Bahia promoveu, nesta terça-feira (12), a audiência pública “Toda Maria já foi menina – Violência contra a Mulher na Infância e a Juventude”, no centro cultural da Câmara Municipal de Salvador. Representantes dos governos estadual e municipal e da sociedade civil, psicólogos, advogados, participaram do evento que teve como objetivo abordar os diversos aspectos da violência e como melhor garantir os direitos de crianças e jovens, já previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A secretária de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA), Julieta Palmeira, ressaltou a importância de combater o machismo, que está na origem da violência contra as mulheres das diversas faixas etárias. “É uma violência que não escolhe classe, cor e nem geração”, disse. A titular da SPM-BA destacou ações significativas da secretária a exemplo da Campanha e Caravana Respeita as Mina de enfrentamento à violência contra as mulheres.

Outro projeto lembrado pela secretária foi 0 “Quem Ama, Abraça”, que realiza capacitação e sensibilização de professores da rede pública, em parceria com a Secretaria Estadual da Educação. Todas as terças e quintas-feiras, técnicas da SPM-BA e da SEC realizam a ação em escolas da rede pública. Na semana passada as ações do projeto começaram a ser levadas para escolas públicas do interior do estado.

Para a conselheira tutelar, Ângela Paz, o machismo também está origem da violência contra as meninas e mulheres. Ângela relatou histórias de jovens atendidas pelo conselho, ressaltando a dificuldade de ir de encontro à cultura do machismo. “Às vezes, a jovem se sente culpada por ser violentada, assediada ou agredida. A culpa é sempre transferida para a mulher. Isso é resultado da cultura machista, fortalecida pela própria mulher também vítima dessa educação machista”. O psicólogo André Rocha, que também é guarda municipal, destacou a necessidade de toda a sociedade se unir para o enfrentamento à violência. “Precisamos entender que todas as crianças e jovens são nossas, são nossos filhos”.
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